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terça-feira, 28 de julho de 2009

Não eu não bebo!


Desculpa excelente quando te oferecem alguma bebida. Você educadamente responde: eu não bebo, mas eles insistem: prova, você retruca: não eu não curto!
Mas se a insistência permanecer aqui tem umas desculpas mais elaboradas:

•Não quero parar no hospital todo inchado, sem conseguir nem andar, quase sem roupa, levado por uma pessoa que nunca vi na vida, só para tomar glicose na veia porque a cerveja estava tão gelada que não resisti.

•Não quero cair no chão do bar esperneando, com a minha súbita felicidade, ou meia-hora depois estar aos prantos compulsivos contando minhas mágoas para as pessoas, isso antes de minha vocação de cantor ser aflorada repentinamente, depois da quinta dose, você passa de homem a um palhaço bêbado.

•Não eu não quero dançar só de cueca em cima da mesa igual a um Michael Jackson desengonçado, estado esse conquistado pela doce ilusão de estar mais sexy do que de costume, após beber você pensa: que mal tem fazer estriptease.

•Não eu não quero enriquecer, ficar o rico poderoso, achar que com a grana que tenho na carteira posso tomar todo o estoque de uísque, nem tão pouco me achar o mais forte e valente, pensar que só comum braço acabo com o engraçado que se meter comigo, até porque meu pai não é advogado tão pouco da polícia.

•Não me desculpa sou exigente quando o assunto é mulher, não quero pegar a mulher mais feia que estiver na minha frente só porque minha vista está confusa, pensar ainda que encontrei a mulher da minha vida e propor logo um casamento, bêbado não sabe usar camisinha.

•Não dá, estou de carro, beber implica sair discordando das pesquisas que dizem que o álcool faz perder habilidade motora, só pra sair dirigindo e matar uns três ou quatro mendigos nas calças antes de destruir o poste com a frente do meu carro, não dá trabalhei bastante para comprar meu carro e o seguro está atrasado.

•Não posso, detesto ressaca, principalmente aquelas seguida de longas dores de cabeça, sem falar do gosto ruim na boca depois das vomitadas no sanitário, detesto levantar quando estou dormindo para beber água, e ressaca dá uma sede, sem falar nas idas ao banheiro, morreria de desidratação.

Agradeço aos amigos pela inspiração, admiro-os, mas não invejo os que gostam de degustar excessivamente o álcool na sua forma comercializada em garrafas de vidro ou alumínio. Afinal a fila para um transplante de fígado não está tão longa assim, são apenas 8 mil concorrentes, e por mais que eu seja doador de órgãos, fígado eu só tenho um, então não se confiem.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Toda experiência


Viva os desafios da vida, como já dizem as frases de caminhão, só existem as vitórias porque existem os desafios. Mas que coisinha complicada é ganhar, ou melhor, acumular experiências.

Não basta existir, a droga de vida ainda te obriga a interagir, vai lá conversa mais, pergunta mais, escuta mais, e você nem pode selecionar o quer ou não saber.
Tem tanta coisa que queria ter evitado, não ter dito, escutado ou visto, mas faz parte, inocência perdida ao longo da vida só serve realmente para despertar a busca pelo novo, em outras palavras passamos de simples tolos, a pessoas independentes com boas histórias para contar.

O mundo te faz e não o contrário, desde as mancadas, as viagens, as festas, os amores, os amigos e tantas outras coisas de um pouco você absorve algo e soma a sua vivência.
Se você nunca tivesse dito: “e ai Seu Antônio beleza?” sem se dar conta que estava falando com o pai da sua namorada, um senhor de 62 anos, nunca saberia que ele se contenta com um tudo bem.

Ser experiente necessariamente não significa ter vivido bastante, a experiência é medida de acordo com intensidade com que se vive, por isso é importante entender que isso é variável, não posso comparar a minha vivência com a de um traficante, piloto de avião ou a de um diplomata, assim sendo não sei roubar, matar ou algo do tipo, com certeza nunca conseguiria pousar um avião intacto ou evitar uma guerra só com palavras. Mas minhas experiências me ajudam a evitar e desviar de pessoas falsas, a saber, dar meia embreagem nas subidas ou a apaziguar conflitos entre os meus amigos só com um clássico “deixa disso”.

Enfim ser experiente não é apenas: saber como fechar aquela porta sem que ela faça barulho, devolver o livro na biblioteca mesmo com prazo já vencido sem pagar multa, saber fazer arroz refogado, zerar o jogo paciência, dormir de rede sem amanhecer com o corpo dolorido, evitar engasgar com espinha quando se está comendo peixe, o que fazer para o almoço quando só se tem batata e macarrão, ouvir leoni quando se está triste ou pensativo, saber que ovo é vendido por unidade se você não quiser comprar um caixa com doze.

Experiência é mais do que lidar com situações e saber experimentar situações.

sábado, 11 de julho de 2009

O Lado bom da vida

http://www.youtube.com/watch?v=lzdr7yXHykk


Agora estou de pés descalços.

Já não uso mais tão intensamente meus sentidos.

A pressa que me perseguia perdeu o fôlego.

Sou todo novamente vivo.

Faço do nada meu alívio e meu objetivo.

Não espero mais pelo amanhã como antes, o presente agora já me basta.

Larguei ali num canto aquele cansaço ainda jovem, mas fiel companheiro do dia.

Que venham os amigos, as boas e longas conversas, as madrugadas na frente da TV, os beijos da namorada, a boa comida feita em casa, o sono guardado quero que esse seja gasto.

Porque os problemas guardei no bolso de alguma roupa que não visto mais.

Estou enfim com a mente fria, vazia, de férias, gastando a preguiça que quase já não tinha.

Observando o Tempo

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