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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Meu amigo


Amizade é assim mesmo, tenho que me conformar, você conhece, gosta, compartilha, se afasta, sente saudades, mas romper laços de fato não dá, amigo dos bons é uma pedra no sapato.

Os amigos de verdade são todos cheios de problemas esperando só por você pra poder contar, de boas risadas aguardando só você pra sair e até lágrimas você tem que enxugar. Só eles sabem guardar segredos, nunca esquecem data do seu aniversário, talvez por isso só eles façam festa nesse dia, riem quando você conta uma piada sem graça, perdoam quando você perde algo que os pertencia e até dívida perdoam, com eles aquele dito amigo amigo, negócios a parte não existe, mas claro há exceções.

Não me peça pra descrever com tanta precisão como eles agem, você sabe, amigo bom mesmo é tudo igual, ora chatos ora normais. E assim vamos estabelecendo e concretizando o contato, confundindo a vida de um com a vida do outro, várias histórias em comum.

Se pensar numa vida sem ter um amigo que seja, é só me dizer que faço um esforço pra puxar conversa e ir logo revertendo esse quadro. Mesmo com poucos amigos é possível fazer uma grande amizade, porém não reclame se não tiver um melhor amigo pra lembrar quando estiver lendo isso, fez sua parte? Foi o melhor amigo pra alguém alguma vez, ou só esperou favores sem retribuir?

Agora quando encontrar um amigo, eu disse amigo mesmo, agüente-os para o resto da vida, porque mesmo que você mude de endereço, nº do telefone, e-mail, eles dão um jeito pra te encontrar e perguntar como vai sua vida, as novidades, chamar para o aniversário deles ou qualquer outra comemoração que reúna toda aquela turma boa, tudo isso é culpa sua, tinha que estudar na mesma escola que eles? E ainda mais na mesma sala?Prestar vestibular para o mesmo curso? Morar na mesma rua? Mas pensando bem foi melhor assim.

E assim você vive, reencontrando e se surpreendendo como a amizade é contrária ao tempo, algumas coisas quando envelhecem perdem o valor, você logo pensa em jogar fora, e amizade não, quanto mais velha, antiga, melhor ela fica.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Analfabeto eu?



De uns tempos para cá, percebi que o conceito da palavra analfabeto é bem mais abrangente do que se pensava.

Ao conseguir decifrar esse código e compreender a mensagem aqui presente, por um dos empregos da palavra você não é um analfabeto, não faz parte dos mais de 15 milhões das estatísticas do Ministério da Educação, mas o mundo não se limita somente a decodificação de símbolos.

Analisando o termo por ângulos diferentes, você necessariamente é analfabeto, ou seja, sempre há algo que você ainda não sabe. Talvez você se identifique com esses quatro tipos de analfabetismo classificados no ranking dos que mais sofrem preconceitos e mais difíceis de erradicação.

O Analfabeto tecnológico caracteriza-se por sua incompatibilidade de manipular as tecnologias presentes no seu dia-a-dia. Por exemplo:
• Celular possui um conceito breve, aparelho pequeno que quando levado ao ouvido permite escutar a voz de uma pessoa.
• Computador é apenas uma televisão difícil de ligar e que guarda meu Orkut.
• MP3 já tive um, mas tinha tal de USB que nunca achei.

O Analfabeto gastronômico típico sujeito que possui desastrosas aventuras na cozinha. O fogão nunca compreende o que é pra fazer, a cozinha é o local da casa com maior força gravitacional e tudo tem a tendência de ir repentinamente ao encontro do chão, o fogo é realmente perigoso quando fica fora de controle e a comida não é ruim, só é feita para paladares extremamente, eu disse, extremamente apurados.

O Analfabeto esportivo é minoria, porém sua incapacidade de entender os esportes é grande. A maioria composta por mulheres, sem preconceitos, são dados estatísticos, os indivíduos desse grupo nunca compreende porque um bando de idiotas corre atrás de uma bola, porque quase todo esporte tem um bola, porque não posso torcer pra seleção ganhar o campeonato brasileiro. Pra essas pessoas Diego Hipólito é um grande jogador de basquete, Zico se consagrou no Itumbiara e Fernando Scherer é ex-paquito.

O Analfabeto automobilístico, o mais nocivo dos analfabetos. Sua inabilidade de conduzir veículos de transporte os torna potencialmente perigosos pela possibilidade de causarem graves acidentes. Sempre ficam na expectativa de ouvir a expressão “o carro está pedindo marcha!”, e sempre têm muitas dúvidas, porque o espelho do retrovisor é tão pequeno? O motor é na frente ou atrás? Onde fica o freio mesmo? A direção causa medo, parece que todos os gatos, cachorros e criancinhas correndo atrás de uma bola resolvem atravessar na frente do carro toda vez que ele dirige.

Mesmo que você se encaixe em algum desses tipos, isso necessariamente não significa que seu valor diminui por não compartilhar os mesmo conhecimentos que outras pessoas possuem, afinal ninguém sabe tudo.

Observando o Tempo

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