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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Silêncio Não-verbal

silencio

Não sei lidar com abstração, sou criteriosamente criador de conflitos reflexivos, diariamente compostos de significado vazio e impróprio.

Sou mais que tudo observador da sempre onipresente inconstância da vida, fonte infinita de contradições e desesperanças.

Soluções e recompensas esquecidas no final da maior de todas as estradas, a da vida, que mesmo percorrida a passos largos, não é vencida, precisa-se de mais, mais do que largos passos, precisa-se de fé.

Vida insana, de mortes e ressurreições diárias, sou vivo de corpo ou de espírito?

Talvez seja eu vivo dos dois, pois sinto tanto no corpo quanto no espírito as derrotas e as vitórias que me impões.

A Verdade (Carlos Drummond de Andrade)

 
A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,verdade
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.

Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.

 

Observando o Tempo

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