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sábado, 25 de maio de 2013

Poesia de Malandro

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Eu que não peço nada em troca

Me submeto a esse amar desencontrado

Típico e sorrateiro amor de esquina

Me visto de malandro e sigo

Apertando na mão dentro do bolso uma sobra de desapego

Vou incorporando a boemia e a carência para cortejar corações, vazios

Na lábia digo que presto favores e afetos

Sempre tem alguém desavisado querendo festejar

Basta debruçar sobre os lábios um fingir de beijos

Gasto toda madrugada por uma ilusão besta

Continuo precisando de o amor desencontrar

Pra perceber que não há pureza nisso

Nem tão pouco defeito

Isso nem é amar

O malandro não ama

Ele tira proveito

Eu observo, aproveito e escrevo.

 

Observando o Tempo

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