quinta-feira, 25 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Dias
Tem uns que se tornam:
Sem fim - dia de adoecer;
Torturantes - dia de vestibular;
Esperados - dia de festa;
Menos esperados - dia de morrer;
Sem graça - dia a só;
Vazios - dia de férias;
Cheios - dia de mar;
Use a vida para renomear seus dias!
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Breve
A vida sabe onde começar e onde acabar, não espera sua decisão nem sua vontade. Existe sem sua necessidade, transpõe o conceito real e alcança fins menos palpáveis.
Você não sabe se este momento vai estar sob os olhos da noite ou na clara luz do dia, desperdiçando calor para aquecer o já frio corpo. Com qual roupa vai estar, como vai estar de humor. Só sabemos realmente que existirá uma pergunta a ser feita, essa é a hora certa? Nunca saberemos se já fizemos tudo que se há de fazer nesse mundo, talvez tivéssemos um saldo maior de sorrisos, lágrimas, gritos, abraços, beijos para se gastar.
Não há fuga, e acho que você já sabe disso. Quem decide? É uma decisão? algo regido pela coincidência? Talvez não devamos pensar somente no provável ou explicável, seria amedrontador limitar a vida somente ao aqui e ao agora, assim perdemos a posteridade.
Pensando bem, parece que sempre estamos nas mãos de alguém, que a qualquer momento a mão que nos sustenta fecha-se e pronto, você nem consegue acabar de ler isso. Manipulação ou independência, como a vida acontece cada um que escreva sua resposta, mas toda resposta vai sempre de encontro a uma correção.
Assim só há duas vias para se deixar a vida, uma de forma súbita e muitas vezes trágica apenas parando-se os passos, a antecipação, e outra mais natural, viver até chegar ao fim, parar e esperar o que vem agora. Então metaforicamente, porque não entender que nosso corpo é uma simples vela, que a vida é o fogo do uso e a morte sabiamente, pode ser compreensiva e esperar a vida consumir o corpo até o fim ou ser traiçoeira, e através de um sopro apagar a nossa existência.
domingo, 7 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Bom presente!

Ao ganhar esse presente achei logo de cara que ele tinha vindo do céu, bem embrulhado, um pacote bem feito, numa caixinha de tamanho médio que parecia mais frágil do que se pensava. Comecei a imaginar o que seria claro antes mesmo de abri-lo.
Talvez fosse aquele CD de leoni, ou quem sabe de engenheiros. Mas o que eu gosto de ouvir não cabe em um único CD, são tantas músicas boas para tantos momentos marcantes, amores e amigos.
O papel de bom gosto não me deixava rasgá-lo, achava uma maldade com aquele tão belo presente. Decidi esperar e pensar mais um pouco, para ver se conseguia adivinhar sem precisar abri-lo.
Quem sabe era um perfume, o cheiro é sempre um bom meio de se aprisionar lembranças, ativa nossa memória de forma rápida e precisa, mas o pacote era pequeno demais para guardar um perfume.
Bem outra tentativa, pode ser apenas um relógio, ando precisando de um, meu tempo anda às vezes rápido demais, outras lento demais, e fico assim ora ansioso pela pressa, ora triste pela espera. Mas cadê o tic-tac? Não ouvia esse barulho do pacote, ao contrário não existia barulho algum.
Devido à dificuldade de acertar o que estaria ali dentro daquela caixa, fui aos poucos perdendo a calma, mas ainda continuei tentando adivinhar.
Então talvez fosse uma simples caneta, como minhas palavras escorrem da tinta e abraçam carinhosamente o papel, prosseguiria eu escrevendo como diz Clarice meu domínio sobre o mundo. Mas se analisando bem, era um pacote embrulhado demais para uma simples caneta.
Enfim, sem esperar mais, rasguei o papel, abri a caixa, não consegui mais esperar. Lá estava dentro da caixa, minha vida, o mais real, caro e funcional dos presentes, algo que possibilita ouvir minhas músicas, sentir o perfume e o cheiro das coisas, ver o tempo passar e tatear em busca inspiração.
Eu só posso dizer que adorei o presente, estou tentando cuidar bem dele. Não espere muito tempo para abrir e desfrutar o seu presente. VIVA!
sábado, 23 de maio de 2009
Qual a espessura da sua linha tênue?
Então como se comportar hoje, ser mais justo ou injusto, estar mais alegre ou infeliz, mais certo ou mais errado, sábio ou menos sábio. Caminhar no equilíbrio todos tentam, mas o equilibrio por si não é fácil de ser alcançado, sua busca se resume talvez para muitos em apenas fugir desses opostos da vida.
Estamos sujeitos a qualquer instante a estar fora do compasso, a entrar num mundo que aparentemente parecia não existir, somos levados então a desfrutar o outro lado da moeda.
Decidir quais atitudes se vestir hoje é possível, mas as vezes as influências que existem desnorteiam nossas ações programadas e nos levam a sempre retomar o combate com dualidade.
Talvez nunca saberemos qual a espessura da famosa linha tênue, até um dia paramos para pensar e observarmos, que ela talvez nem exista, estamos sempre oscilando entre o pecar e o perdoar, o guardar e o contar, o sonhar e o realizar, sem o meio-termo.
Esse jogo em que estamos não aceita o "em cima do muro" nossas experiências são reflexos dos universos que frequentamos, como todo jogo este também possui fases.
sábado, 16 de maio de 2009
Relatos de lição de vida

Uma vez um amigo na fila de um caixa de supermercado, depois de fazer as compras do mês, esperava para poder pagá-las. De repente se aproxima dele uma senhora de aparência frágil, roupas velhas e de elevada idade, e pergunta-lhe se ele podia pagar as compras dela.
Sem direcionar muita atenção para a senhora, meu amigo disse que era estudante, e que já tinha que pagar por suas compras e não poderia fazer o que ela estava pedindo.
Ao olhar mais atentamente para a velhinha que já ia indo embora ele percebeu que as compras que ela pedira para que pagasse não se comparava a sua expressiva e real necessidade, ela carregava na cesta do supermercado apenas um pacote de leite e uma caixa de ovos, para ela isso seria sua feira do mês.
Essa situação o deixou muito constrangido e sem ação, percebendo como a disparidade da vida pode ser cruel, como eu e você fechamos nossos olhos para a desigualdade que nos rodeia, somos insensíveis a condição de vida do outro, mais do que isso somos cegos diante dos problemas que nós mesmos criamos.
Reflita
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Vítimas até quando?
Ontem fique impressionado com a reportagem exibida no Programa Repórter Record sobre violência e maioridade penal. Em um trecho da reportagem, a jornalista conversava com uma "criança", de repente ela pergunta o que ele queria fazer quando fosse adulto, num reposta rápida que parecia já estar esperando a pergunta, ele respondeu friamente e com muita ênfase:
"Eu quero roubar, matar, roubar banco, roubar idosos, roubar... roubar banco..roubar jornalista"
Nesse momento em que ele disse "roubar jornalista" a repórter que estava na sua frente, mudou de expressão devido a audácia na resposta, direta e ameaçadora.
Aquele menino por mais jovem que parecia demonstrou toda sua inteligência, intimidou de forma direta a repórter, usou-a como uma possível vítima no seu caminho pelo crime, percebeu o momento como favorável para expor sua personalidade já corrompida pela violência e perversidade.
Com essa situação podemos nos perguntar está certo tratar menores de dezoito anos ainda como crianças ou adolescentes imaturos em suas ações, impotentes em responder por suas condutas hediondas e por que não se dizer selvagens? De quem é esse problema? Quem está fabricando jovens assassinos?
A resposta para tais indagações pode não estar definida, todos temos culpa, pois somos parte da sociedade desigual e desumana de hoje, que com programas sociais falhos e politicas públicas ineficazes, potencializam o problema da violência no nosso país, que só para agravar a situação possui um código penal antigo, que não acompanha mais as mudanças na mentalidade dos nossos jovens.
Enquanto a solução não vem, se você ou um parente seu é morto por um "trombadinha" como diz Pedro Bial, só porque ele gostou do seu tênis, fica por isso mesmo, a sua vida não importa, em nome da preservação do direitos humanos e da criança, sacrifica-se a sua vida e a de outra possível pessoa que você não conhece, mas que futuramente, quando o menor assassino cumprir seus dois anos de resocialização ou nem isso, terão um triste fato em comum.
domingo, 10 de maio de 2009
Sem Perder a Esperança
Nossa como está difícil manter a tal da esperança, por mais que tentemos sempre tem algo que nos impede de vivenciá-la. Todos os dias travamos uma luta intensa, por exemplo:
- Acordar cedo é um ato que exige extrema esperança, esperança que hoje será um dia agradável, tranquilo, sem maiores complicações, isso mesmo sabendo que teremos aquela prova na faculdade, que o almoço não vai ser tão bom como nos dias de domingo, que pode chover mesmo na hora em que você está indo pra casa a pé e sem um guarda-chuva;
- Assistir TV no domingo também é um ato de esperança, esperança em ter uma atração boa para te distrair, um programa sem esculhambação, com conteúdo, mesmo sabendo que aos domingos geralmente só tem um canal mais ou menos "assistivél", que só tem aquele programa de humor sem graça, as intermináveis propagandas de produtos caros e sem função, aquele dito programa de variedades meia-boca;
- Possuir um provedor de internet via rádio que só em o tempo ficar nublado o sinal já desaparece é um ato de esperança, esperança que um dia dia você terá internet banda-larga, ou um emprego com salário melhor para mudar de provedor ou torcer para amanhã ser um belo dia de sol, mesmo que este provedor seja o único que chega nesse fim de mundo que é sua cidade, que você ainda não tem nem emprego que dirá um salário melhor e ultimamente esteja na época das chuvas na sua região;
- Namorar a distância é o típico exemplo de esperança, esperança em terminar a faculdade para poder trabalhar e comprar um carro para ir visitá-la, que o amor que ela sente por você não acabe devido o muito tempo sem te ver, que ela aceite o pedido de casamento de uma vez para acabar com esse sofrimento, isso mesmo que ela não entenda que você ainda é um estudante lascado sem carro para ir visitá-la, que a distância é uma ótima desculpa para acabar relacionamentos e que o casamento iria acabar com a distância, mas o amor não enche barriga;
- Escrever está sendo uma boa forma de manter a esperança, sendo também um ato de esperança, esperança que você que acabou de ler isso tenha gostado, que tenha se identificado com algum desses exemplos, que não me veja como um péssimo autor, mesmo que você não tenha gostado continuarei tentando manter a minha esperança, assim bem firme, independente de como será o amanhã, se terei mais acertos do que erros, isso resume o que é esperança, nunca perder a coragem de buscar uma vida melhor.
sábado, 2 de maio de 2009
Sinais e Sintomas

Primeiramente temos o contato com uma pessoa que nos deixa de certa forma paralisados devido sua voz doce, sua beleza, seu sorriso cativante.
Após alguns dias manifestam-se outros sintomas ainda mais característicos, como se pegar pensando em como seria bom ficar cada vez mais perto daquele ser tão agradável, e ao dormir se perguntar se ela também pensa em você, ou melhor, se nossos pensamentos são iguais naquele momento, só esperando que sua imagem forme-se na minha mente para poder contemplá-la.
Alguns sintomas significam à confirmação do contágio, a melancolia, a cara de bobo, a saudade, aquele “nossa como ela é linda!”, requerem um tratamento sério, que se não realizado pode nos trazer uma grande decepção.
Porém esse tratamento é simples, através dele podemos manter uma vida normal, já que esse tipo de doença "felizmente" não tem cura, esse tratamento baseia-se numa vacina feita da mesma forma que tantas outras, só que ao invés de uma única dose precisamos de várias todos os dias, além disso, essa auxilia a pessoa contaminada a continuar com esses mesmos sintomas por um longo tempo de maneira prazerosa, uma vacina obtida através do próprio agente causador, nesse caso da pessoa que te deixou assim, aquela que por ser tão simples complicou sua vida com um grande dilema: Como vou viver sem ela?
Enfim, você que acha que nunca irá passar por essa, mude de idéia, talvez quando você escrever um texto assim já esteja precisando ser tratado.
Romário




