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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Poesia embalada em Papel-de-bala

24a

Escrevo sobre amor em papel-de-bala

Minha poesia é pobre não merece papel vergê

Mas o seu amor se foi?

Não, o amor ficou

Ficou incomodando

Pedindo uma poesia

Suplicando uma declaração

Matando-me de inspiração

Como depois de alguns outonos, sempre sobra um papel-de-bala

Escrevi desalinhadamente

Delicadamente formei versos

O papel é fino, não há rima

O espaço é curto, apelei para a métrica

Um espaço no final,

Fiz uma silenciosa dedicatória:

Ao amor que fez-me livre e poeta.

Não assinei

Meu amor sabe reconhecer meus versos

Sei que não espera encontrá-los retorcidos, um tanto amassados

Mas esse amor que falo

Ficará feliz ao entender:

Só o amor vivido intensamente pela alma cabe em um simples papel-de-bala.

1 ALGO A DIZER?:

Angelo Augusto Paula do Nascimento disse...

Sempre gosto muito do que você escreve. É simplista, cotidiano, se faz entender. Nesse poema, em especial, é fantástica sua percepção de mensuração do amor. Papel de bala, amigo, para todos nós!
Abraços.

Observando o Tempo

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